Parabenos – A ciência por trás de tais substâncias.

Essa é uma adaptação para o português, feita por mim, do post SHOULD YOU BE AVOIDING PARABENS? THE SCIENCE, com a permissão da autora, que também é dona do blog labmuffin.com.

O que são parabenos?

Parabenos são uma família de conservantes, muito utilizada para o controle de crescimento de micróbios em cosméticos, comida e até mesmo produtos farmacêuticos.

Os parabenos mais comumente utilizados são o methylparaben, ethylparaben, propylparaben e o butylparaben, ainda que muitos outros (isopropyl-, isobutyl-, pentyl-, phenyl-, benzyl-) sejam utilizados em produtos. Diferentes parabenos funcionam melhor sob diferentes condições e agem contra diferentes micróbios, então é normal a presença de vários deles, juntos, combinados, para a melhora do efeito conservante.

Os parabenos foram desenvolvidos em 1920 e são os conservantes mais utilizados hoje em dia, aparecendo em mais de 85% dos produtos. E eles são populares por boas razões:

  • São baratos.
  • São efetivos em pouquíssima quantidade/concentração.
  • Funcionam muito bem em quase todos os produtos.
  • Agem contra um amplo espectro de micróbios.
  • Possuem um gigantesco registro de mais de 100 anos de seguraça.
  • O único problema associado ao uso dos parabenos é a alergia, que ocorre em uma fração minúscula da população.

POR QUE OS PARABENOS TÊM UMA MÁ REPUTAÇÃO?

Apesar de todas as vantagens, os parabenos tornaram-se muito conhecidos como supostamente ( ênfase no supostamente ) danosos, nos últimos 10 anos. Isso aconteceu quando alguns estudos apareceram e levaram ao questionamento da segurança das substâncias:

  • Em 1998, Routledge et al. acharam que parabenos eram * pouquíssimo * estrogênicos em ratos. Isto é, eles conseguem se “ligar” com receptores estrogênicos e então agir como hormônios femininos. A exposição excessiva ao estrogênico já fora linkada ao desenvolvimento do câncer de pele e de desordens reprodutivas.
  • Em 2004, Darbre reportou ter achado parabenos em 20 tipos diferentes de tumores cancerígenos. Esse estudo causou um “ boom “ na preocupação sobre os parabenos de forma exponencial, com grupos como o The Campaign for Safe Cosmetics, The Environmental Working Group ( mais conhecido como EWG ) e a fundação David Suzuki pedindo o banimento de tais substâncias em produtos de uso pessoal. Em resposta, a Dinamarca baniu o uso de parabenos em produtos infantis em 2011.

A comissão européia  ( que NÃO baiu os parabenos, diferente do que a internet vem dizendo ) LIMITOU a quantidade de propylparaben e butylparaben nos produtos para 0.19% e baniram o uso em produtos leave on desenvolvidos para a região da fralda em crianças com menos de 3 anos.

Eles BANIRAM o uso do isopropyl-, isobutyl-, pentyl-, phenyl- e benzylparabens não por evidências quanto um suposto dano à saúde, mas por falta de documentação quanto segurança.

Um estudo feito em 2014, também feito por Darbre achou que diversos parabenos utilizados em conjunto poderiam ( atenção: poderiam ) causar o rápido crescimento de células de mama cancerígenas in vitro ( cultura FORA do corpo humano ).

ENTÃO POR QUE OS PARABENOS NÃO FORAM BANIDOS?

De primeira, esses estudos parecem preocupantes, mas praticamente todos os cientistas e praticamente todos os órgãos regulatórios que revisaram esses estudos não estão preocupados com os parabenos, e esses são os motivos:

  • O estudo de 1998, feito por Routledge demonstrou que parabenos são MUITO, MUITO FRACOS.
    O estudo foi conduzido in vitro, em uma cultura de células de levedura, e os testes in vivo foram conduzidos em ratos. Os parabenos testados ( methyl-, ethyl-, propyl- and butyl- ) mostraram ser DE MIL A MILHÕES DE VEZES mais fracos do que o estradiol, que é o hormônio feminino naturalmente produzido por nós. O butylparaben, que é o parabeno mais “potente” utilizado no estudo, foi 10.000 vezes mais fraco do que o estradiol in vitro e 100.000 vezes mais fraco em ratos, enquanto que o parabeno menos “estrogênico”, o methylparaben, foi 2.500.000 vezes mais fraco in vitro e completamente inativo nos ratos. E vale lembrar que, no estudo, os parabenos foram INJETADOS dentro da pele dos ratos, o que não acontece na nossa exposição diária com os cosméticos. Nenhuma ação fora observada quando os ratos foram alimentados com as tais substâncias.

O estudo de 2004 teve diversas falhas metodológicas.

Eu fiquei verdadeiramente surpresa quando li o estudo feito por Darbre ( mais conhecido como o estudo que começou toda a confusão ). Culpo a mídia e os “grupo defensores” por serem ruins em interpretação científica. Parece que tornou-se um jogo onde a informação verdadeira se torna gigantescamente distorcida ao passo em que vai sendo distribuída. Essas são algumas das problemáticas e que foram apontadas pelos cientistas que revisaram o estudo:

  • Não teve comparação com controle ( tecido não cancerígeno ) : O estudo apontou ter achado parabenos em tumores de mama sem qualquer comparativo com tecidos normais, sem tumor cancerígeno. Isso é simplesmente irrisório porque se você acha parabenos em ambos os tecidos, isso sugere que a presença dos parabenos não está linkada ao tumor de mama. É como observar que TODO mundo que tem câncer já bebeu água antes de ter câncer – não significa que a água causa câncer porque todo mundo bebe água. E ainda que existissem grandes níveis achados nos tumores em comparação com o tecido normal, isso NÃO necessariamente significa que existe uma causalidade. Mesmo para o estradiol natural, que é muito mais estrogênico, não existe uma causalidade clara entre a sua presença no tecido mamário e o câncer.
  • Parabenos foram encontrados em blank samples ( as coisinhas onde eles colocam as culturas de células ): no estudo, parabenos foram encontrados nessas blank samples, sem o tecido, o que sugere que o equipamento estava contaminado com parabenos. Isso é até compreensível, já que a quantidade de parabenos achados ali fora bem pequena e que parabenos estão em todos os lugares, mas ainda é um bom lembrete de que a quantidade encontrada fora bem pequena. As quantidades de parabenos achadas em tecidos mamários foram de nanogramas por grama, que seria uma escala de um para cada um bilhão, ou a metade de uma colher de chá numa piscina olímpica. Isso seria preocupante se eles fossem potentes, mas pelo estudo feito por Routledge, nós sabemos que não são. Ainda mais bizarro, alguns blanks tinham mais parabenos do que as próprias amostras ( que foram usadas para teste, com os tecidos ). Isso abre a possibilidade para que NENHUM DOS PARABENOS ENCONTRADOS TENHA REALMENTE VINDO DO TUMOR DE MAMA.
  • Nos comentários sobre o estudo, o paper falou sobre o fato de que tais achados suportavam o potencial “link” entre os parabenos e o câncer de mama, mas depois de muitas críticas de outros cientistas, os autores publicaram um texto voltando atrás na afirmação.
“Nowhere in the manuscript was any claim made that the presence of parabens had caused the breast cancer, indeed the measurement of a compound in a tissue cannot provide evidence of causality.”

Infelizmente isso foi publicado 6 meses após o estudo, e a mídia não fez um fuzuê sobre essa constatação com o mesmo entusiasmo.

AINDA NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS DIRETAS DE QUE PARABENOS TENHAM SEQUER CAUSADO QUALQUER EFEITO HORMONAL RUIM EM HUMANOS.

Parabenos existem há mais de 100 anos e são usados todos os dias por BILHÕES de pessoas e existem MUITOS estudos demonstrando sua segurança. NÃO EXISTE, até o dia de hoje, um estudo demonstrando um link CONVINCENTE entre o uso dos parabenos e efeitos negativos na saúde, tirando as reações alérgicas que POUCAS pessoas podem vir a ter com tais substâncias. Alguns estudos acharam uma associação entre níveis de parabenos em urina e alguns marcadores de estresse oxidativo, mas isso está longe de ser um link convincente para o câncer. Os estudos normalmente usados e citados para suportar a relação entre parabenos e disrupção endrócrina são in vitro e estudos feitos em animais, ambos difíceis de linkar com algum efeito em humanos.

É IMPOSSÍVEL tirar um resultado IN VITRO, onde células isoladas são tratadas DIRETAMENTE com a substância de interesse e trazer esse resultado para a vida cotidiana de um organismo vivo. Estudos in vitro são tipicamente mais sensíveis do que estudos in vivo. Já que as substâncias em estudos in vitro são colocadas diretamente nas células, não se pode replicar como tais substâncias realmente agiriam dentro de um organismo complexo, com um sistema biológico que pode bloquear/inativar/remover tal substância antes mesmo de chegar até células relevantes dentro do corpo humano

Os estudos in vivo que mostraram que parabenos tinham um efeito estrogênico foram feitos em animais, principalmente em ratos. Obviamente, humanos não são ratos, portanto muitas substâncias não agem da mesma maneira, como chocolate e xylitol são tranqüilos para o consumo de humanos e não para o consumo de cachorros. Além disso, ALTAS DOSES foram utilizadas nos estudos animais, o que não replicam as pequeníssimas concentrações ( normalmente menos de 0.3% ) usadas em cosméticos e produtos de uso pessoal. Coisas que são ruins em altas doses não são necesariamente ruins em baixas doses, como por exemplo: beber muita água leva a uma hiponatremia letal. Ainda mais além: a maioria dos estudos encontraram resultados conseqüentes da INGESTÃO dos animais e na APLICAÇÃO DIRETA, COM INJEÇÃO, das substâncias. Pouquíssimos estudos realmente tiveram utilizaram os parabenos em via tópica.

Existe um estudo em que 2% de butylparaben foi aplicado em todo o corpo de voluntários por uma semana. Ainda que o creme tivesse muito mais parabeno do que um produto normal ( que normalmente possui menos de 0.3% ), os autores acharam que o butylparabeno ( lembrem-se, a 2% ) não pareceu ter qualquer influência a curto-prazo nos níveis reprodutivos e nos hormônios da tireoide.

NÓS ESTAMOS EXPOSTOS A SUBSTÂNCIAS ESTROGÊNICAS MUITO MAIS POTENTES E QUE NÃO SÃO PERIGOSAS.

Produtos de uso pessoal utilizam quantidades pequeníssimas de parabenos e, como fora discutido lá em cima, nós sabemos que eles NÃO SÃO POTENTES. As pequenas quantidades de parabenos que passam pela pele são basicamente metabolizados por enzimas e transformados em para-hydroxybenzoic acid, que é um antioxidante muito achado em plantas e comidas, que é AINDA MENOS ESTROGÊNICO DO QUE OS PARABENOS. Isso é, então, secretado pela urina. Não existem evidências de que parabenos se acumulam no corpo. Uma pequena quantidade de parabenos “intactos” parecem conseguir chegar até o tecido mamário, e o estudo de 2015 feito por Darbre cria a preocupação de que esses parabenos, combinados, poderiam exercer algum efeito nas células da mama.

Isso parece muito não provável se considerarmos que nós conhecemos uma outra – bem mais potente – substância estrogênica que nós regularmente encontramos, como o ethinyl estradiol e os fitoestrógenos.

O ethinyl estradiol é o estrógeno encontrado nos contraceptivos orais, e é 2.000.000 vezes mais potente do que o butylparaben, e ainda sim é associado a um PEQUENO aumento no RISCO de câncer.

Os fitoestrógenos são substâncias que ocorrem naturalmente, achadas em comidas. Os fitoestrógenos da soja, em particular, atraíram muita atenção por conterem os potentes daidzen e genistein, que são 200 vezes mais potentes do que o propylparabeno. Essa revisão calculou que a exposição de 3.000 vezes a quantidade normal de butylparaben apresentaria menos exposição a estrogênio do que uma dieta fitoestrógena. Ainda assim, a dieta fitoestrógena não é associada ao câncer de mama.

POUCOS PRODUTOS SÃO SEGUROS SEM CONSERVANTES.

Um jeito de evitar os parabenos é parar de usar produtos que contenham tais substâncias. O problema é que os químicos que produzem cosméticos começaram a colocar conservantes em seus produtos há décadas por uma razão bem boa: sempre que você abre um produto, ele entra em contato com o ar, que contem micróbios como bactérias, levaduras, mofo e fungos que podem começar a se proliferar no seu produto, alcançando níveis perigosos ainda que o produto pareça e cheire bem. Se você aplica o produto contaminado na sua pele, esses micróbios podem causar infecções e até cegueira caso cheguem nos seus olhos.

A menos que o seu produto tenha sido fabricado sob condições estéreis e esteja completamente selado em um container sem ar quando você o utiliza, existe uma enorme chance de que um crescimento exagerado de micróbios aconteça se não existe um sistema de conservantes efetivo.

Produtos “livres-de-água” tecnicamente não necessitam de conservantes, já que os micróbios precisam de água para cresce, mas o famoso lip balm da EOS nos mostrou, em 2015, que os produtos anidros ( sem água ), quando utilizados em condições de umidade, não continuarão “sem água”. E ainda que você consiga se livrar dos conservantes em produtos, você provavelmente precisará de conservantes em algum lugar da sua rotina.

OS CONSERVANTES “ALTERNATIVOS” POSSUEM PROBLEMAS.

Uma potencial solução para o caso parece ser o uso de produtos sem parabenos como sistema de conservantes,e ainda que isso pareça óbvio, existem diversos problemas relacionados a isso::

  • Nós não sabemos muito sobre os efeitos na saúde que esses novos conservantes apresentam: Os parabenos vem sendo utilizados por quase 100 anos, por bilhões de pessoas, e existem diversos estudos atestando sua segurança feitos em tais pessoas. Isso significa que nós temos uma boa ideia dos efeitos na saúde que as ditas substâncias possuem, e que já foram citados lá em cima. Por um outro lado, os novos conservantes não foram utilizados por tanto tempo e não foram analisados e estudados nessa mesma proporção, portanto os seus efeitos a longo prazo ( principalmente os riscos ) ainda são desconhecidos. 
  • Os conservantes nutarias são bem menos efetivos, então ou você tem um produto “pessimamente” conservado e corre os riscos supracitados, ou você acaba com produtos que contém uma quantidade gigantesca de conservantes, que são normalmente irritantes e alergênicos, já que óleos essenciais e ácidos orgânicos são bem conhecidos por seus efeitos adversos.
  • Conservantes sintéticos alternativos também são problemáticos. Parabenos são os conservantes menos alergênicos e irritantes no mercado, com uma incidência de alergia de 0.5-1.7% em indivíduos testados com patches nos EUA e Europa. Para outros conservantes mais usualmente utilizados, os índices reportados nessa revisão são:
    • Formaldehyde: 9% (US), 2-2.5% (Eur)
    • Quaternium-15: 9% (US), 1% (Eur)
    • Diazolidinyl urea: 2.7-3.7% (US), 0.5-1.5% (Eur)
    • Imidazolidinyl urea: 2% (US), 1% (Eur)
    • Methylchloroisothiazolinone/methylisothiazolinone (MCI/MI) 2.3-2.9% (US), 2-2.5% (Eur)

VEREDITO

Aqui vai uma lista com algumas das organizações que o uso cotidiano dos parabenos não é provável de ter ligação com o câncer:

Eu não vou me banhar num mar de parabenos mas tampouco irei evitar os parabenos. É muito menos arriscado usar conservantes que já foram testados por cientistas e tiveram sua segurança atestada e replicada por vários outros, tendo sido também utilizados pelos consumidores por décadas do que usar ingredientes novos que não tem nem de longe o mesmo respaldo científico quanto resultado, possíveis malefícios e segurança atestados. No entanto, eu concordo que existem questões que necessitam de respostas com PESQUISAS e CIÊNCIAS.

NOTA ADICIONAL.

Eu continuo extremamente irritada, com esses 14 anos desde 2004, que não existe nenhuma publicação comparando a concentração de parabenos no tecido mamário de mulheres com e sem câncer, ou mesmo um comparativo do nível de parabenos em suas urinas. Comparativos feito com controles ( nesse caso, tecido com e sem tumor ) são a primeira coisa que você aprende em testes experimentais. Eu compreendo que é bem mais difícil fazer biopsias em seios saudáveis, mas é bem mais fácil coletar urina, né? Um resultado convincente pode mudar tudo. Eu suspeito de que não existirá nenhuma correlação. Nesse estudo de 2012 fora achado uma maior concentração de parabenos em tecido SEM CÂNCER do que fora encontrado nos tumores do estudo de 2004 ( ainda que em diferentes pessoas ), e vários estudos encontraram parabenos em praticamente toda a população ( 98%, 99%, 100% ). É possível que um estudo já tenha sido feito, mas um viés de publicação aconteceu, ou então os pesquisadores não acharam o que eles estavam procurando…

Mensagem especial da Impera:

Cuidado com os blogs de ecoterrorismo que se baseiam em informações retiradas da EWG e essas organizações que ficaram milionárias as custas do desconhecimento das pessoas, utilizando pseudociência e informações não fundamentadas em ciência.

Cuidado com as más interpretações de estudos científicos. Cuidado com o PUBMED. Não é porque está no pubmed que é ciência. Cuidado com os resultados. Como chegaram naquilo? Qual foi a metodologia?

Por fim, deixo aqui uma mensagem deixada por uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço:

Vocês já viram alguma grande sociedade de toxicologia ou um toxicologista propriamente dito recriminando parabenos? Dizendo que são maléficos? Que trazem danos à saúde?

Cuidado com as informações que chegam até vocês. Pesquisem, leiam. Não confiem em diploma e título.

PARA LER DEPOIS:

ESTUDO SOBRE AÇÃO ESTROGÊNICA EM RATOS/IN VITRO:

EJ Routledge, J Parker, J Odum, J Ashby & JP Sumpter, Some alkyl hydroxy benzoate preservatives (parabens) are estrogenic (full text), Toxicol Appl Pharmacol1998153, 12-19.

ESTUDO SOBRE O TUMOR DE MAMA:

PD Darbre, A Aljarrah, WR Miller, NG Coldham, MJ Sauer & GS Pope, Concentrations of parabens in human breast tumours (full text), J Appl Toxicol200424, 5-13.

COMENTÁRIO SOBRE O ESTUDO SOBRE O TUMOR DE MAMA INCLUINDO A HIPÓTESE DO CÂNCER DE MAMA:

PW Harvey & DJ Everett, Significance of the detection of esters of p-hydroxybenzoic acid (parabens) in human breast tumours (full text), J Appl Toxicol200424, 1-4.

CRÍTICA DE 2004:

R Golden & J Gandy, Comment on the publication by Darbre et al. (2004)J Appl Toxicol200424, 297-299 (author reply 299-301).

AM Jeffrey & GM Williams, The paper by Darbre et al. (2004) reports the measurement of parabens in 20 human breast tumorsJ Appl Toxicol200424, 301-303 (author reply 303-304).

C Flower, Observations on the paper by Darbre et al. (2004)J Appl Toxicol200424, 304-305 (author reply 305-306).

REVISÕES SOBRE PARABENOS E DISRUPTORES ENDÓCRINOS:

R Golden, J Gandy & G Vollmer, A review of the endocrine activity of parabens and implications for potential risks to human health (full text), Crit Rev Toxicol200535, 435-458.

D Sasseville, M Alfalah & JP Lacroix, “Parabenoia” Debunked, or “Who’s Afraid of Parabens?”Dermatitis 201526, 254-9.

ALGUNS OUTROS EXCELENTES ARTIGOS SOBRE PARABENOS:

Personal Care Truth: Parabens in Perspective (10 part series)

Science-Based Medicine: Breast cancer myths: No, antiperspirants do not cause breast cancer

Joe Schwarcz’s The Right Chemistry: Paraben phobia is unjustified

Just About Skin: The REAL Truth About Parabens – They’re Nothing to Worry About

Kevin James Bennett: Parabens & Paranoia – A Reality Check

9 comentários sobre “Parabenos – A ciência por trás de tais substâncias.

  1. Cynthia disse:

    Finalmente sem limites de caracteres! 😍 Parabéns pelo texto, pelo tema e pela discussão tão pertinente para quem frequenta esse universo da cosmetologia. Os conservantes são um mal necessário, assim como o formol e tantos outros. É um exemplo clássico da máxima “ruim com ele, pior sem ele”! Hehehehe

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  2. Stefania disse:

    Parabéns! 🎉
    Finalmente, alguém com conteúdo e conhecimento de causa falando sobre coisas tão importantes, de modo claro e objetivo.
    🤩🤩🤩

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  3. Cabeleira em Pé disse:

    Impera, Adorei!

    Deixo mais uma sugestão de literatura complementar em português para quem não se aventura em outras línguas. É uma Revisão Bibliográfica bem boa, de uma mestranda brasileira que trabalha como Especialista de Regulação e Vigilância Sanitária na ANVISA. Segue a referência. É só jogar no google e fazer o cadastro na biblioteca virtual da Universidade. O acesso é gratuito.

    Coelho, C. S. (2013). Parabenos : convergências e divergências científicas e regulatórias. Dissertação para título de Mestre em Toxicologia Aplicada à Vigilância Sanitária. Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências da Saúde.

    Beijo!

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  4. Barbara @barbarasvanity disse:

    Assim que comecei a a rotina do Low poo passei por uma série de “medos” e fiquei maluca lendo tudo o quanto era rótulo de produto para levar somente os que não continham silicones, parabenos, isso ou aquilo.
    Logo que comecei a te seguir, pude me libertar desse receio infundado. Até abandonei o low poo. Uso o que dá certo pra mim (shampoo, hidratantes, filtro solar).

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  5. Jakeline Andrea de Melo Souza disse:

    Excelente post. Estou mega feliz em acompanhar o nascimento desse bebê que é o seu blog. Tenho certeza que será um sucesso.

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