Resenha: Escova 2 em 1 – Miniso

Comprei a escova 2 em 1 da Miniso na loja do Barrashopping, na Barra da Tijuca – Rio de Janeiro no dia 1/04/2018 e sequer precisei testar a bendita na pele ou nos dentes para reprová-la.

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Já que eu não possuo uma experiência, de fato, com o produto, já que nem tive a coragem de testar quando comprei e tive um contato direto com ele, acho importante pontuar algumas questões para que a minha compra frustrada pareça o menos estúpida possível:

  • A embalagem não permite um teste da qualidade das cerdas: você não pode – claro e óbvio – abrir a embalagem dentro da loja para tocar no material e sentir sua maciez e qualidade.
  • A embalagem não permite um teste da qualidade da suposta ação/movimento sônico da escova.
  • Não existe, pelo menos na loja do Barrashopping, um tester para que você sinta a escova na mão, faça uma simulação na própria pele ou sequer possa sentir a textura das cerdas que compõem o material. É um blind shop.
  • O produto necessita de uma pilha AAA que não é inclusa, portanto mesmo que o produto pudesse ser aberto e testado, a ação sônica não poderia ser avaliada.

A cilada possui três cabeçotes: um para a pele e dois idênticos para os dentes. É uma escova facial e dental.

Custou-me 39,90 na loja do Barrashopping e funciona com uma pilha AAA não inclusa.

Essa escova treme no cabo e ponto final. Eu tenho uma escova sônica da Clinique e fiz uso constante e direto dela por mais de 1 ano, comprada em 2016, e afirmo com propriedade que essa escova da Miniso não tem absolutamente nada de sônica.

O produto treme e tão porcamente que o tremor não oferece qualquer diferença na escovação e tampouco torna o produto diferenciado para ser utilizado na pele.

A qualidade das cerdas para os dentes é ruim e grosseira, ainda que maleável. Pode ser que agrade pessoas que preferem escovas de cerdas mais brutas/duras, o que não é recomendado pela chance de retração gengival, mas a “ação sônica” e as supostas 10.000 rotações por minutos que aparecem na embalagem não existem/não prestam.

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Digo supostas porque a embalagem não possui tradução e no próprio site brasileiro não existe – pelo menos até o dia de hoje – descrição de qualquer produto.

As cerdas do cabeçote para a pele são bem mais macias e maleáveis, mas são do mesmo material utilizado pra fabricar escovas faciais comuns e que custam R$3,99, sem a vibração, que nesse caso não serve para nada.

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Quem já fez uso de uma escova realmente sônica sabe que os movimentos, por mais rápidos que sejam, conseguem ser visualizados quando as cerdas são vistas de lado ou mesmo de frente, e que a sensação sobre a pele não é de tremor e sim de uma vibração extremamente específica ( sônica ), já que as cerdas parecem movimentar-se com uma rapidez tão grande que os movimentos não são sentidos com precisão, e essa escova, quando “ligada”, simplesmente treme no cabo.

Não existe uma maior ou melhor limpeza consequente desse tremor/falsa vibração que acontece no cabo pois isso não causa uma real movimentação das cerdas. Encostando

Vale mais a pena gastar 10x menos e comprar uma escova facial comum e bem macia do que essa, que é uma escova facial comum com a falsa promessa de ser sônica.

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Me arrependi de ter comprado.

Para quem não sabe/não pesquisou, a Miniso é uma loja chinesa, com produtos made in China. O Pedro já fez um post tocando rapidamente sobre o assunto, para quem se interessar, mas vou parafraseá-lo aqui:

” Essa loja motiva fortes críticas entre os japoneses porque, apesar de ter uma “estética” que remete ao Japão, a loja é de origem chinesa e vende produtos “Made in China”. Como o principal “asset” do Japão é a alta qualidade do que produz, enquanto não se pode dizer o mesmo de um país que adultera até fórmula de leite em pó infantil (China), a aversão dos japoneses pelo fato de essa loja usar elementos relacionados ao Japão é bem justificada. “

O design do produto, de maneira geral, é bem simples, com carinha de vagabundo, ainda que seja bem fácil de manejar e para fazer a troca dos cabeçotes. É um típico produto made in China. Teria achado razoável se tivesse me custado R$2,99. Achei uma bela furada.

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Resenha: Escova Michel Mercier by Kampalook – BioExtratus.

Oie.

Há algumas semanas eu recebi uma caixa enorme da BioExtratus com alguns produtos e, entre eles, essa escova do Michel Mercier by Kampalook, cujo preço médio é de R$70,00 pelo que pesquisei.

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Existem três modelos diferentes dessa escova, todas com 428 cerdas de tamanhos irregulares, que é o grande diferencial e o motivo pelo qual os fios não embaraçam ou quase não embaraçam com o deslizar destas: a Pack and GO, Anti-Slip e a de Madeira, todas com três diferentes “subtipos” de escovas, para cabelos finos, normais e grossos. A minha é a Anti-Slip para cabelos grossos.

As cerdas dessa escova são maleáveis e muito confortáveis. Encostei as cerdas no couro cabeludo e, com certa força, pressionei o cabo e deslizei a escova para testar algum possível desconforto e mais pareceu uma massagem, portanto possivelmente não causará desconforto ao ser utilizada por pessoas mais estabanadas ou brutas.

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O cabo, nas laterais, possui um material antiderrapante e possui um tamanho excelente para pessoas que possuem mãos grandes, como eu. Acredito que a tecnologia antiderrapante seja mais aproveitada por quem faz uso da escova dentro do banho, com o uso concomitante de cremes e que, pela emoliência, facilitam a chance de deslize do pente.

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Tenho os fios finos querendo ser médios mas com cara finos e de textura resistente. São lisos e cheios; tenho uma quantidade enorme de cabelo e, dada a porosidade do fio por causa das tinturas, percebo que o ressecamento + a condição da cutícula beneficiam o embaraçar, principalmente com o uso de pentes finos e de cerdas pouco espaçadas, que são os que eu mais uso e gosto.

Fiz um comparativo demonstrando como seria o desembaraçar dos fios bagunçados, marcados pela xuxinha e bem desgrenhados. É óbvio que o indicado não seria começar pelo topo da cabeça, já que os nós vão se formando e acumulando, e isso propicia quebra, mas fiz dessa maneira para que vocês visualizem a maior facilidade da dita escova quando comparada com o meu pente fino. Pode ser encontrado clicando aqui.

O que eu mais senti de diferente é que, com o pente fino, claro, tentar desfazer um nó tentando atravessar o pente, colocando força, causa dor por causa da tração. É substancialmente menor com a escova, assim como a necessidade de tração é menor e, quando uma tração maior é colocada sobre ela, para desfazer nós acumulados ou maiores, eu não sinto repuxar a pele do couro cabeludo. Lembrem-se, claro, que esse é um teste meio extremo e que mesmo com a escova existe algum fator “agarramento” nos cabelos, mas que é exponencialmente menor do que com o pente fino e que se desfaz com pouco esforço. Em condições normais, começando pelas pontas, a escova desliza tranquilamente e o cabelo não embaraça nunca, mas a minha condição de fio precisa ser levada em consideração. Fios muito finos ou exageradamente grossos provavelmente terão experiências diferentes.

Testei a escova após o banho, utilizando somente um xampu de adstringência alta, com ação medicamentosa e, consequentemente, com os fios extremamente secos e engravetados, facilmente embaraçáveis, e ainda que existisse necessidade de cuidado durante o desembaraço, foi pelo menos 8 vezes mais rápido e fácil desembaraçar os fios sem quebrá-los ou sem sentir dor no couro cabeludo por causa da tração. Não é milagrosa, não funciona como os dedos mágicos de Judas, mas é realmente diferenciada e melhora MUITO a quebra pela escovação e consequente formação de nós durante essa escovação.

Para o uso cotidiano a escova realmente oferece muito mais segurança ao pentear os fios. Para quem possui cabelos resistentes e que não embolam tanto e se viram perfeitamente bem com qualquer outro pente, a escova não é necessária, mas para quem possui fios extremamente finos e percebe muita quebra ou sente extrema dificuldade durante o pentear, acredito que possa ser uma mão na roda tanto no quesito saúde dos fios, se pensarmos no dano cumulativo da quebra causada pela tração e também no tempo total gasto com a escovação. Imagino que esse tipo de escova, para salões de beleza, seja excelente no quesito tempo de escovação total x dor durante a escovação por parte da cliente x quebra final causada pela escovação. Se pensarmos que, para mim, a escova agilizou 8x o tempo de desembaraço dos fios totalmente limpos, sem o uso de um condicionador ou máscara, e se multiplicarmos isso por 10 ou 15, pensando que esse seria o número de pessoas atendidas por um escovista ( posso estar falando uma tremenda barbaridade, não sei a média de escovas feitas por um profissional, dentro de um salão, por dia ), o tempo total/dia gasto para desembaraçar para prosseguir com a escovação diminui muito.

Pelas minhas pesquisas, as escovas devem diferir na maciez/maleabilidade da cerda, já que todas as fotos e vídeos que consegui encontrar de pessoas utilizando outros tipos ( para cabelos finos e médios ) me pareceu que não existe diferença de quantidade de cerdas entre elas.

Para quem faz uso de chapinha, no entanto, um pente fino ainda oferece mais precisão na escolha do tamanho de mecha a ser pranchado, ainda que ela possa ser utilizada após a escolha dessa mecha, com o pente fino, para o desembarace.

Não vi diferença no frizz dos fios, mas também não tenho problemas com isso.

Encontrei dois relatos de de duas meninas que fizeram um comparativo dos tufos de fios que caíam com a escovação antes e depois da escova. Vocês podem ler o post clicando aqui e aqui. Não tenho problema com queda, mesmo tendo muito cabelo, portanto não posso opinar sobre, mas acho que pode ser do interesse da maioria.

Fazendo uma pesquisa mais elaborada, encontrei 4 reclamações sobre a escova no Reclame Aqui, todas feitas entre 11/09/2015 e 25/04/017 e as reclamações quanto a qualidade do material tanto das certas quanto do cabo não parecem bater com o design atual e que eu fiz uso, o que me faz acreditar que possivelmente a escova tenha sido melhorada, visto que uma das reclamações fala sobre a rigidez da cerda, e levando em consideração que a minha escova é a para cabelos grossos e, consequentemente, mais resistentes, seria o com cerdas mais duras, sendo elas, como dito lá em cima, maleáveis e confortáveis até mesmo com uso relativamente agressivo no couro.

Uma outra reclamação foi quanto a fragilidade do material ao cair no chão acidentalmente. No relato do Reclame Aqui, uma moça disse que a escova caiu da altura dela e desmontou-se. Fiz o teste jogando a escova da minha altura por três vezes e nada aconteceu com a escova. O vídeo pode ser visto clicando aqui. Lembrando que tenho 1,80 de altura.

O material é simples e leve, mas muito resistente.

Pesquisando por resenhas e relatos mais antigos sobre a escova, percebi que as cores eram diferentes, mas a quantidade de cerdas iguais, portanto não posso afirmar se houve uma melhora da qualidade das cerdas e mesmo do material que compõe a escova em si ou não.

Na minha experiência a escova foi excelente e de fato possui um diferencial por causa do design das cerdas, mas será melhor e efetivamente aproveitada por quem realmente sofre ao desembaraçar os fios.

A escova me foi enviada sem custos pela própria marca.

PAREM DE ODIAR OS PARABENOS – O ÓDIO AOS PARABENOS É FRUTO DE INTERPRETAÇÕES ERRÔNEAS DE PESQUISAS CIENTÍFICAS E, PORTANTO, ANTICIENTÍFICO.

Essa é uma adaptação para o português, feita por mim, do post SHOULD YOU BE AVOIDING PARABENS? THE SCIENCE, com a permissão da autora, que também é dona do blog labmuffin.com.

O que são parabenos?

Parabenos são uma família de conservantes, muito utilizada para o controle de crescimento de micróbios em cosméticos, comida e até mesmo produtos farmacêuticos.

Os parabenos mais comumente utilizados são o methylparaben, ethylparaben, propylparaben e o butylparaben, ainda que muitos outros (isopropyl-, isobutyl-, pentyl-, phenyl-, benzyl-) sejam utilizados em produtos. Diferentes parabenos funcionam melhor sob diferentes condições e agem contra diferentes micróbios, então é normal a presença de vários deles, juntos, combinados, para a melhora do efeito conservante.

Os parabenos foram desenvolvidos em 1920 e são os conservantes mais utilizados hoje em dia, aparecendo em mais de 85% dos produtos. E eles são populares por boas razões:

  • São baratos.
  • São efetivos em pouquíssima quantidade/concentração.
  • Funcionam muito bem em quase todos os produtos.
  • Agem contra um amplo espectro de micróbios.
  • Possuem um gigantesco registro de mais de 100 anos de seguraça.
  • O único problema associado ao uso dos parabenos é a alergia, que ocorre em uma fração minúscula da população.

POR QUE OS PARABENOS TÊM UMA MÁ REPUTAÇÃO?

Apesar de todas as vantagens, os parabenos tornaram-se muito conhecidos como supostamente ( ênfase no supostamente ) danosos, nos últimos 10 anos. Isso aconteceu quando alguns estudos apareceram e levaram ao questionamento da segurança das substâncias:

  • Em 1998, Routledge et al. acharam que parabenos eram * pouquíssimo * estrogênicos em ratos. Isto é, eles conseguem se “ligar” com receptores estrogênicos e então agir como hormônios femininos. A exposição excessiva ao estrogênico já fora linkada ao desenvolvimento do câncer de pele e de desordens reprodutivas.
  • Em 2004, Darbre reportou ter achado parabenos em 20 tipos diferentes de tumores cancerígenos. Esse estudo causou um “ boom “ na preocupação sobre os parabenos de forma exponencial, com grupos como o The Campaign for Safe Cosmetics, The Environmental Working Group ( mais conhecido como EWG ) e a fundação David Suzuki pedindo o banimento de tais substâncias em produtos de uso pessoal. Em resposta, a Dinamarca baniu o uso de parabenos em produtos infantis em 2011.

A comissão européia  ( que NÃO baiu os parabenos, diferente do que a internet vem dizendo ) LIMITOU a quantidade de propylparaben e butylparaben nos produtos para 0.19% e baniram o uso em produtos leave on desenvolvidos para a região da fralda em crianças com menos de 3 anos.

Eles BANIRAM o uso do isopropyl-, isobutyl-, pentyl-, phenyl- e benzylparabens não por evidências quanto um suposto dano à saúde, mas por falta de documentação quanto segurança.

Um estudo feito em 2014, também feito por Darbre achou que diversos parabenos utilizados em conjunto poderiam ( atenção: poderiam ) causar o rápido crescimento de células de mama cancerígenas in vitro ( cultura FORA do corpo humano ).

ENTÃO POR QUE OS PARABENOS NÃO FORAM BANIDOS?

De primeira, esses estudos parecem preocupantes, mas praticamente todos os cientistas e praticamente todos os órgãos regulatórios que revisaram esses estudos não estão preocupados com os parabenos, e esses são os motivos:

  • O estudo de 1998, feito por Routledge demonstrou que parabenos são MUITO, MUITO FRACOS.
    O estudo foi conduzido in vitro, em uma cultura de células de levedura, e os testes in vivo foram conduzidos em ratos. Os parabenos testados ( methyl-, ethyl-, propyl- and butyl- ) mostraram ser DE MIL A MILHÕES DE VEZES mais fracos do que o estradiol, que é o hormônio feminino naturalmente produzido por nós. O butylparaben, que é o parabeno mais “potente” utilizado no estudo, foi 10.000 vezes mais fraco do que o estradiol in vitro e 100.000 vezes mais fraco em ratos, enquanto que o parabeno menos “estrogênico”, o methylparaben, foi 2.500.000 vezes mais fraco in vitro e completamente inativo nos ratos. E vale lembrar que, no estudo, os parabenos foram INJETADOS dentro da pele dos ratos, o que não acontece na nossa exposição diária com os cosméticos. Nenhuma ação fora observada quando os ratos foram alimentados com as tais substâncias.

O estudo de 2004 teve diversas falhas metodológicas.

Eu fiquei verdadeiramente surpresa quando li o estudo feito por Darbre ( mais conhecido como o estudo que começou toda a confusão ). Culpo a mídia e os “grupo defensores” por serem ruins em interpretação científica. Parece que tornou-se um jogo onde a informação verdadeira se torna gigantescamente distorcida ao passo em que vai sendo distribuída. Essas são algumas das problemáticas e que foram apontadas pelos cientistas que revisaram o estudo:

  • Não teve comparação com controle ( tecido não cancerígeno ) : O estudo apontou ter achado parabenos em tumores de mama sem qualquer comparativo com tecidos normais, sem tumor cancerígeno. Isso é simplesmente irrisório porque se você acha parabenos em ambos os tecidos, isso sugere que a presença dos parabenos não está linkada ao tumor de mama. É como observar que TODO mundo que tem câncer já bebeu água antes de ter câncer – não significa que a água causa câncer porque todo mundo bebe água. E ainda que existissem grandes níveis achados nos tumores em comparação com o tecido normal, isso NÃO necessariamente significa que existe uma causalidade. Mesmo para o estradiol natural, que é muito mais estrogênico, não existe uma causalidade clara entre a sua presença no tecido mamário e o câncer.
  • Parabenos foram encontrados em blank samples ( as coisinhas onde eles colocam as culturas de células ): no estudo, parabenos foram encontrados nessas blank samples, sem o tecido, o que sugere que o equipamento estava contaminado com parabenos. Isso é até compreensível, já que a quantidade de parabenos achados ali fora bem pequena e que parabenos estão em todos os lugares, mas ainda é um bom lembrete de que a quantidade encontrada fora bem pequena. As quantidades de parabenos achadas em tecidos mamários foram de nanogramas por grama, que seria uma escala de um para cada um bilhão, ou a metade de uma colher de chá numa piscina olímpica. Isso seria preocupante se eles fossem potentes, mas pelo estudo feito por Routledge, nós sabemos que não são. Ainda mais bizarro, alguns blanks tinham mais parabenos do que as próprias amostras ( que foram usadas para teste, com os tecidos ). Isso abre a possibilidade para que NENHUM DOS PARABENOS ENCONTRADOS TENHA REALMENTE VINDO DO TUMOR DE MAMA.
  • Nos comentários sobre o estudo, o paper falou sobre o fato de que tais achados suportavam o potencial “link” entre os parabenos e o câncer de mama, mas depois de muitas críticas de outros cientistas, os autores publicaram um texto voltando atrás na afirmação.
“Nowhere in the manuscript was any claim made that the presence of parabens had caused the breast cancer, indeed the measurement of a compound in a tissue cannot provide evidence of causality.”

Infelizmente isso foi publicado 6 meses após o estudo, e a mídia não fez um fuzuê sobre essa constatação com o mesmo entusiasmo.

AINDA NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS DIRETAS DE QUE PARABENOS TENHAM SEQUER CAUSADO QUALQUER EFEITO HORMONAL RUIM EM HUMANOS.

Parabenos existem há mais de 100 anos e são usados todos os dias por BILHÕES de pessoas e existem MUITOS estudos demonstrando sua segurança. NÃO EXISTE, até o dia de hoje, um estudo demonstrando um link CONVINCENTE entre o uso dos parabenos e efeitos negativos na saúde, tirando as reações alérgicas que POUCAS pessoas podem vir a ter com tais substâncias. Alguns estudos acharam uma associação entre níveis de parabenos em urina e alguns marcadores de estresse oxidativo, mas isso está longe de ser um link convincente para o câncer. Os estudos normalmente usados e citados para suportar a relação entre parabenos e disrupção endrócrina são in vitro e estudos feitos em animais, ambos difíceis de linkar com algum efeito em humanos.

É IMPOSSÍVEL tirar um resultado IN VITRO, onde células isoladas são tratadas DIRETAMENTE com a substância de interesse e trazer esse resultado para a vida cotidiana de um organismo vivo. Estudos in vitro são tipicamente mais sensíveis do que estudos in vivo. Já que as substâncias em estudos in vitro são colocadas diretamente nas células, não se pode replicar como tais substâncias realmente agiriam dentro de um organismo complexo, com um sistema biológico que pode bloquear/inativar/remover tal substância antes mesmo de chegar até células relevantes dentro do corpo humano

Os estudos in vivo que mostraram que parabenos tinham um efeito estrogênico foram feitos em animais, principalmente em ratos. Obviamente, humanos não são ratos, portanto muitas substâncias não agem da mesma maneira, como chocolate e xylitol são tranqüilos para o consumo de humanos e não para o consumo de cachorros. Além disso, ALTAS DOSES foram utilizadas nos estudos animais, o que não replicam as pequeníssimas concentrações ( normalmente menos de 0.3% ) usadas em cosméticos e produtos de uso pessoal. Coisas que são ruins em altas doses não são necesariamente ruins em baixas doses, como por exemplo: beber muita água leva a uma hiponatremia letal. Ainda mais além: a maioria dos estudos encontraram resultados conseqüentes da INGESTÃO dos animais e na APLICAÇÃO DIRETA, COM INJEÇÃO, das substâncias. Pouquíssimos estudos realmente tiveram utilizaram os parabenos em via tópica.

Existe um estudo em que 2% de butylparaben foi aplicado em todo o corpo de voluntários por uma semana. Ainda que o creme tivesse muito mais parabeno do que um produto normal ( que normalmente possui menos de 0.3% ), os autores acharam que o butylparabeno ( lembrem-se, a 2% ) não pareceu ter qualquer influência a curto-prazo nos níveis reprodutivos e nos hormônios da tireoide.

NÓS ESTAMOS EXPOSTOS A SUBSTÂNCIAS ESTROGÊNICAS MUITO MAIS POTENTES E QUE NÃO SÃO PERIGOSAS.

Produtos de uso pessoal utilizam quantidades pequeníssimas de parabenos e, como fora discutido lá em cima, nós sabemos que eles NÃO SÃO POTENTES. As pequenas quantidades de parabenos que passam pela pele são basicamente metabolizados por enzimas e transformados em para-hydroxybenzoic acid, que é um antioxidante muito achado em plantas e comidas, que é AINDA MENOS ESTROGÊNICO DO QUE OS PARABENOS. Isso é, então, secretado pela urina. Não existem evidências de que parabenos se acumulam no corpo. Uma pequena quantidade de parabenos “intactos” parecem conseguir chegar até o tecido mamário, e o estudo de 2015 feito por Darbre cria a preocupação de que esses parabenos, combinados, poderiam exercer algum efeito nas células da mama.

Isso parece muito não provável se considerarmos que nós conhecemos uma outra – bem mais potente – substância estrogênica que nós regularmente encontramos, como o ethinyl estradiol e os fitoestrógenos.

O ethinyl estradiol é o estrógeno encontrado nos contraceptivos orais, e é 2.000.000 vezes mais potente do que o butylparaben, e ainda sim é associado a um PEQUENO aumento no RISCO de câncer.

Os fitoestrógenos são substâncias que ocorrem naturalmente, achadas em comidas. Os fitoestrógenos da soja, em particular, atraíram muita atenção por conterem os potentes daidzen e genistein, que são 200 vezes mais potentes do que o propylparabeno. Essa revisão calculou que a exposição de 3.000 vezes a quantidade normal de butylparaben apresentaria menos exposição a estrogênio do que uma dieta fitoestrógena. Ainda assim, a dieta fitoestrógena não é associada ao câncer de mama.

POUCOS PRODUTOS SÃO SEGUROS SEM CONSERVANTES.

Um jeito de evitar os parabenos é parar de usar produtos que contenham tais substâncias. O problema é que os químicos que produzem cosméticos começaram a colocar conservantes em seus produtos há décadas por uma razão bem boa: sempre que você abre um produto, ele entra em contato com o ar, que contem micróbios como bactérias, levaduras, mofo e fungos que podem começar a se proliferar no seu produto, alcançando níveis perigosos ainda que o produto pareça e cheire bem. Se você aplica o produto contaminado na sua pele, esses micróbios podem causar infecções e até cegueira caso cheguem nos seus olhos.

A menos que o seu produto tenha sido fabricado sob condições estéreis e esteja completamente selado em um container sem ar quando você o utiliza, existe uma enorme chance de que um crescimento exagerado de micróbios aconteça se não existe um sistema de conservantes efetivo.

Produtos “livres-de-água” tecnicamente não necessitam de conservantes, já que os micróbios precisam de água para cresce, mas o famoso lip balm da EOS nos mostrou, em 2015, que os produtos anidros ( sem água ), quando utilizados em condições de umidade, não continuarão “sem água”. E ainda que você consiga se livrar dos conservantes em produtos, você provavelmente precisará de conservantes em algum lugar da sua rotina.

OS CONSERVANTES “ALTERNATIVOS” POSSUEM PROBLEMAS.

Uma potencial solução para o caso parece ser o uso de produtos sem parabenos como sistema de conservantes,e ainda que isso pareça óbvio, existem diversos problemas relacionados a isso::

  • Nós não sabemos muito sobre os efeitos na saúde que esses novos conservantes apresentam: Os parabenos vem sendo utilizados por quase 100 anos, por bilhões de pessoas, e existem diversos estudos atestando sua segurança feitos em tais pessoas. Isso significa que nós temos uma boa ideia dos efeitos na saúde que as ditas substâncias possuem, e que já foram citados lá em cima. Por um outro lado, os novos conservantes não foram utilizados por tanto tempo e não foram analisados e estudados nessa mesma proporção, portanto os seus efeitos a longo prazo ( principalmente os riscos ) ainda são desconhecidos. 
  • Os conservantes nutarias são bem menos efetivos, então ou você tem um produto “pessimamente” conservado e corre os riscos supracitados, ou você acaba com produtos que contém uma quantidade gigantesca de conservantes, que são normalmente irritantes e alergênicos, já que óleos essenciais e ácidos orgânicos são bem conhecidos por seus efeitos adversos.
  • Conservantes sintéticos alternativos também são problemáticos. Parabenos são os conservantes menos alergênicos e irritantes no mercado, com uma incidência de alergia de 0.5-1.7% em indivíduos testados com patches nos EUA e Europa. Para outros conservantes mais usualmente utilizados, os índices reportados nessa revisão são:
    • Formaldehyde: 9% (US), 2-2.5% (Eur)
    • Quaternium-15: 9% (US), 1% (Eur)
    • Diazolidinyl urea: 2.7-3.7% (US), 0.5-1.5% (Eur)
    • Imidazolidinyl urea: 2% (US), 1% (Eur)
    • Methylchloroisothiazolinone/methylisothiazolinone (MCI/MI) 2.3-2.9% (US), 2-2.5% (Eur)

VEREDITO

Aqui vai uma lista com algumas das organizações que o uso cotidiano dos parabenos não é provável de ter ligação com o câncer:

Eu não vou me banhar num mar de parabenos mas tampouco irei evitar os parabenos. É muito menos arriscado usar conservantes que já foram testados por cientistas e tiveram sua segurança atestada e replicada por vários outros, tendo sido também utilizados pelos consumidores por décadas do que usar ingredientes novos que não tem nem de longe o mesmo respaldo científico quanto resultado, possíveis malefícios e segurança atestados. No entanto, eu concordo que existem questões que necessitam de respostas com PESQUISAS e CIÊNCIAS.

NOTA ADICIONAL.

Eu continuo extremamente irritada, com esses 14 anos desde 2004, que não existe nenhuma publicação comparando a concentração de parabenos no tecido mamário de mulheres com e sem câncer, ou mesmo um comparativo do nível de parabenos em suas urinas. Comparativos feito com controles ( nesse caso, tecido com e sem tumor ) são a primeira coisa que você aprende em testes experimentais. Eu compreendo que é bem mais difícil fazer biopsias em seios saudáveis, mas é bem mais fácil coletar urina, né? Um resultado convincente pode mudar tudo. Eu suspeito de que não existirá nenhuma correlação. Nesse estudo de 2012 fora achado uma maior concentração de parabenos em tecido SEM CÂNCER do que fora encontrado nos tumores do estudo de 2004 ( ainda que em diferentes pessoas ), e vários estudos encontraram parabenos em praticamente toda a população ( 98%, 99%, 100% ). É possível que um estudo já tenha sido feito, mas um viés de publicação aconteceu, ou então os pesquisadores não acharam o que eles estavam procurando…

Mensagem especial da Impera:

Cuidado com os blogs de ecoterrorismo que se baseiam em informações retiradas da EWG e essas organizações que ficaram milionárias as custas do desconhecimento das pessoas, utilizando pseudociência e informações não fundamentadas em ciência.

Cuidado com as más interpretações de estudos científicos. Cuidado com o PUBMED. Não é porque está no pubmed que é ciência. Cuidado com os resultados. Como chegaram naquilo? Qual foi a metodologia?

Por fim, deixo aqui uma mensagem deixada por uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço:

Vocês já viram alguma grande sociedade de toxicologia ou um toxicologista propriamente dito recriminando parabenos? Dizendo que são maléficos? Que trazem danos à saúde?

Cuidado com as informações que chegam até vocês. Pesquisem, leiam. Não confiem em diploma e título.

PARA LER DEPOIS:

ESTUDO SOBRE AÇÃO ESTROGÊNICA EM RATOS/IN VITRO:

EJ Routledge, J Parker, J Odum, J Ashby & JP Sumpter, Some alkyl hydroxy benzoate preservatives (parabens) are estrogenic (full text), Toxicol Appl Pharmacol1998153, 12-19.

ESTUDO SOBRE O TUMOR DE MAMA:

PD Darbre, A Aljarrah, WR Miller, NG Coldham, MJ Sauer & GS Pope, Concentrations of parabens in human breast tumours (full text), J Appl Toxicol200424, 5-13.

COMENTÁRIO SOBRE O ESTUDO SOBRE O TUMOR DE MAMA INCLUINDO A HIPÓTESE DO CÂNCER DE MAMA:

PW Harvey & DJ Everett, Significance of the detection of esters of p-hydroxybenzoic acid (parabens) in human breast tumours (full text), J Appl Toxicol200424, 1-4.

CRÍTICA DE 2004:

R Golden & J Gandy, Comment on the publication by Darbre et al. (2004)J Appl Toxicol200424, 297-299 (author reply 299-301).

AM Jeffrey & GM Williams, The paper by Darbre et al. (2004) reports the measurement of parabens in 20 human breast tumorsJ Appl Toxicol200424, 301-303 (author reply 303-304).

C Flower, Observations on the paper by Darbre et al. (2004)J Appl Toxicol200424, 304-305 (author reply 305-306).

REVISÕES SOBRE PARABENOS E DISRUPTORES ENDÓCRINOS:

R Golden, J Gandy & G Vollmer, A review of the endocrine activity of parabens and implications for potential risks to human health (full text), Crit Rev Toxicol200535, 435-458.

D Sasseville, M Alfalah & JP Lacroix, “Parabenoia” Debunked, or “Who’s Afraid of Parabens?”Dermatitis 201526, 254-9.

ALGUNS OUTROS EXCELENTES ARTIGOS SOBRE PARABENOS:

Personal Care Truth: Parabens in Perspective (10 part series)

Science-Based Medicine: Breast cancer myths: No, antiperspirants do not cause breast cancer

Joe Schwarcz’s The Right Chemistry: Paraben phobia is unjustified

Just About Skin: The REAL Truth About Parabens – They’re Nothing to Worry About

Kevin James Bennett: Parabens & Paranoia – A Reality Check

NÃO COMPRE LUMICLEAR / DERMCLEAR – FARSA E CRIME

Não é de hoje que pessoas desonestas, sem caráter e, nesse caso, criminosas, se aproveitam da fragilidade emocional de pessoas em situação de desespero, seja pelo motivo que for.

Há algum tempo uma amiga comentou sobre perfis fakes de supostos médicos que estariam em grupos do facebook sobre melasma, cicatrizes, estrias, celulite e assuntos similares, vendendo produtos para tais questões, sempre com a famosa promessa de um efeito impressionante, algo nunca visto antes, com antes e depois incríveis, supostos depoimentos feitos por pessoas com nomes extremamente comuns e irrastreáveis ou mesmo pessoas que não existem/cujo nome não consta em lugar algum.

Nas fotos a seguir, vocês verão três fakes cometendo o CRIME de, dentro de grupos do facebook, com imagens de profissionais aleatórios, divulgar e vender clareadores utilizando-se de formações acadêmicas/títulos de especialista:

Apaguei a foto das duas primeiras pois as fotos são de duas profissionais brasileiras, uma oftalmologista e uma psicóloga, enquanto que a última pertence a uma dermatologista americana chamada Macrene Alexiades-Armenakas.

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Não vou dizer o nome das outras duas pois não são figuras públicas – diferente da dermatologista americana – e por uma questão de privacidade. Mas não me custou muito tempo para rapidamente achar os perfis reais de onde as fotos foram tiradas.

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Burros, os criadores dessa falcatrua tiveram a capacidade de criar um perfil fake com o nome de Dermatologista Angelina Lima e, na imagem do próprio perfil, o começo do nome da profissional, dra Franci… aparece nitidamente.

Não só isso, os criminosos ainda se esqueceram de que o nome de todo e qualquer médico precisa constar no site do Conselho Federal de Medicina. E é claro que nenhum dos nomes consta.

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Pesquisei pela suposta Eduarda no próprio site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, onde ela, no facebook ( excluído ) dizia ser associada, já que Eduarda Souza é um nome comum e algumas opções apareceram na busca pelo médico. A única médica dermatologista com esse nome e sobrenome não tem nada a ver com a pessoa da foto.

Cristine Neville, claro, não existe e a única Angelina Lima que existe já faleceu.

Obs: Estou apagando dados e fotos pois não quero expor ninguém, nem mesmo a imagem das pessoas cujas fotos foram utilizadas para criar os fakes, e que não devem sequer imaginar que estão passando por isso.

Esses são os sites das falcatruas: http://www.clareadorderm.site/ www.lumiclear.com.br/ e http://WWW.dermclearloja.website e https://dermcreme.site/

No site dermcreme, por exemplo, essas imagens são disponibilizadas:

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Pesquisando por kojic acid soap for dark knees no Google, vocês encontram o suposto antes e depois da primeira foto.

Pesquisando por sun spots on hands no Google, vocês encontram o suposto antes e depois da segunda foto, como também encontram outras fotos de antes e depois, tiradas de estudos comparativos de resultados com Luz Intensa Pulsada para o clareamento de manchas e que também são muito utilizados pela Jeunesse.

Ainda no site, encontramos outras supostas conversas com antes e depois:

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Procurando por fraxel laser before and after no Google, vocês encontram o primeiro antes e depois, que foi um resultado de laser ablativo de última geração.

No site dos criminosos da Lumiclear, essas são as imagens divulgadas:

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Bom, a segunda imagem já está até manjada de tanto que outras marcas, como Jeunesse, divulgam esse antes e depois como se fossem de algum creme.

Tentei exaustivamente achar a composição tanto do Lumiclear quanto do Dermclear e não achei, e a questão aqui não é julgar a ineficácia ou não do produto, mas apontar a desonestidade da empresa nesses aspectos todos citados acima.

Produtos vagabundos temos aos montes, mas cometer um crime como criar um perfil falso de um dermatologista para utilizar-se desse título para vender um produto para uma parcela específica de pessoas, e que sabidamente estão constantemente tentando achar a cura, o cosmético ideal e a resolução das imperfeições estéticas é simplesmente nojento.

Ambos os sites apresentam as seguintes informações:

Pesquisando no site oficial do SITE BLINDADO:

Pesquisando pelos registros na ANVISA, me deparei com essas informações:

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Percebam: Sérum Iluminador – Dermclear. É um cosmético grau 1 na anvisa. Nem deveria ser divulgado como clareador.

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Esses são os nomes das empresas por trás dos dois produtos, ambas do Rio grande do Sul.

Vou deixar os perfis falsos para quem quiser conferir e denunciar:

Dermatologista Cristine Neville.

Dermatologista Angelina Lima. Obs: parece que eles, depois do post que eu fiz no instagram ( @peledeimperatriz ), cortaram a parte da foto onde aparece o nome da profissional cuja foto eles roubaram e estão usando em permissão. Segue a parte cortada:

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O facebook da “Dermatologista Eduarda Souza” parece que foi foi excluído.

No instagram, os perfis falsos também foram criados e são: @dermatologistacristineneville. Percebam que, além de desonestos e criminosos, eles ainda são burros e colocaram a seguinte frase na biografia do perfil fake:

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“Considerada número um de 49 doutors na cidade de São Paulo.”

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Pesquisando pelos médicos credenciados, só na capital, existem mais de 1.300 dermatologistas.

E o outro perfil é @dermatologistaeduardasouza.

Infelizmente, após o post, várias outras pessoas me enviaram conteúdos patrocinados, dentro do Instagram, onde outros perfis fakes no mesmo padrão ” Dermatologista fulano de tal ” com o discurso ” Eu, como dermatologista, recomendo …. ” e um link para compra. Não sei dizer se fazem parte da mesma empresa, se é o mesmo esquema ou se existe alguma relação.

Denunciem, pesquisem pelos nomes dos médicos no site do CFM, não acreditem em milagres, não acreditem em “estudos comprovam” se não existe o link para tal estudo, LEIAM o estudo, caso ele exista e esteja sendo utilizado como referência para embasar o que alguém diz, e, principalmente, lembrem-se: se a propaganda começa com ” um produto revolucionário, único, o melhor de todos, exclusivo ” ou se SÓ aquela pessoa pode oferecer aquilo, SÓ aquela pessoa conhece, SÓ aquela pessoa vende, provavelmente é falcatrua.

Se vocês colocarem Lumiclear ou Dermclear na pesquisa do Google, vocês encontram páginas e mais páginas do mesmo conteúdo: mesmo texto, mesmas fotos. Não existe um relato real de alguma pessoa sem conflito de interesse, sem um link afiliado para a loja/compra e não existe uma publicidade decente sobre os produtos. É massiva e exagerada, parece até que tem o propósito de dificultar a busca por pessoas que devem ter comprado, se arrependeram e quiseram divulgar isso.

Procurem no Reclame Aqui pelo nome dos produtos também.

Não compre. Não caiam nessa.

Resenha: Base Fortalecedora de Unhas – Nutripower da Mfitness

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Oie.

A base fortalecedora Nutripower da Mfitness foi a primeira parceria aceita por mim e tornou-se, claro, a base da minha vida. Fiz o primeiro uso no dia 15/08/2017 e venho usado somente ela desde então.

Ela é uma base fortalecedora NÃO hipoalergênica e NÃO indicada/recomendada para pessoas com qualquer nível de alergia a esmalte/grávidas pois possui formol e tolueno na composição. É/possui registro na ANVISA e, portanto, a concentração de formol obedece os limites de tal órgão, sendo 2,5%.

O formol, na teoria ( não existe, até o meu conhecimento, uma documentação quanto a real ação, à nível histológico, de qual seria o motivo pelo qual o formol endureceria as unhas ), causa uma adesão dos corneócitos e com isso ocorre a maior rigidez da unha, que, para quem não sabe, é uma estrutura formada por queratina. O uso do formol também pode estar associado com uma percepção de ressecamento das unhas, portanto pessoas que possuem esse tipo de questão precisam avaliar a possibilidade de uso ou não.

Antes de começar a falar sobre a minha experiência com a base, é importante esclarecer que eu não tenho problemas com o crescimento da minha unha, mas com o fato de que minhas unhas, após certo tamanho, começam a descascar e lascar e, por ficarem muito finas, acabam quebrando.  Não tenho unhas fortes, mas também não tenho unhas fracas.

Outro ponto importante é que, pela digitação, minhas unhas dos dedos indicadores e polegares tendem a  quebrar nas extremidades, pois constantemente dobram com o contato com a superfície, e esse foi um parâmetro, pra mim, para a efetividade ou não da base, já que usei ela com o propósito de endurecer a unha e, com isso, impedir que ela lasque e consequentemente quebre. Eu não atribuo o crescimento da unha a base e sim a estrutura íntegra da unha que nunca mais conseguiu ficar grande por causa da quebra.

Percebam, nas fotos, a extremidade lascada do dedo do meio e a extremidade superior do dedão cortada, pois o constante “dobramento” da unha pelo contato com o teclado e também com a tela do celular fazia com que a unha ficasse literalmente partida na região da dobra, quebrando.

Essa é a melhor base que eu já usei. Superior à base fortalecedora da Dermage, Casco de Cavalo, Nail Scientifique Mavala ( que também contém formol ) e superior à mistura de cravo + alho.

Ofereceu, nas minhas unhas, efeito endurecedor na primeira aplicação e as impediu de lascar/quebrar também desde a primeira aplicação, mesmo em locais onde já havia lascos/pequenas rachaduras pelo contato constante da unha com superfícies. Não presenciei uma única quebra ou lasco desde o primeiro uso, mas isso, claro, tem também a ver com a natureza da minha unha, que é relativamente boa.

Fiz uso dela basicamente toda semana, mas a empresa recomenda o uso 2x na semana para quem tem unhas realmente frágeis e com problema de quebra/lascos. A utilização precisa sempre seguir os passos:

  • Higienização do esmalte/base anterior com a acetona/removedor de esmalte.
  • Aplicação de uma nova camada sobre a unha limpa da base fortalecedora, tanto por cima quanto por baixo da unha.

Ela não possui cheiro de formol, não sobe cheiro durante/após a aplicação, não arde os olhos, não arde as unhas, não causa dormência, não arde o nariz, não tem gosto de qualquer coisa diferente de esmalte ( encostei a unha recém esmaltada na boca para testar ) e não causou qualquer desconforto de qualquer natureza em mim.

Nas minhas resenhas/atualizações com o uso da base que fiz no instagram ( @peledeimperatriz ), descrevi uma linearidade/padrão dos efeitos da base, com o porém de perceber um sutil amarelamento da unha com o uso contínuo, alguns meses depois da primeira aplicação. Isso não foi percebido pela maioria das pessoas que fizeram uso da base.

Não é/foi um amarelamento importante; com uma fina camada de um esmalte branco-transparente eu já conseguia deixar a unha com uma corzinha de saudável/rosada, mas foi algo que eu e algumas meninas, nos comentários deixados, também notaram.

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A explicação do porquê e o quê amarelaria a unha são desconhecidas, mas pessoas que já tiveram experiência com bases fortalecedoras à base de formol dizem sentir esse efeito pela presença da substância. Não achei evidências científicas sobre o assunto e portanto prefiro não afirmar nada.

Outra coisa importante a ser destacada é o fato de que um cosmético, principalmente cujo efeito necessita de de tempo de contato, NÃO ALTERA A SUA CONDIÇÃO GENÉTICA. Percebam: minhas unhas tendem a lascar e tenderão a lascar PARA O RESTO DA VIDA. A base não muda isso. Se eu parar de usar, elas voltarão para a sua natureza, porque essa é a minha genética e um cosmético não pode prometer mudar isso. É um produto de uso contínuo e cuja interrupção acarreta no retrocesso dos efeitos percebidos e que NÃO TRATA doenças como hipovitaminoses ou outras questões com repercussão nas unhas. Se esse é o seu problema, você precisa de um médico dermatologista e não de uma base.

Durante as resenhas, muitos comentários quanto a forma de aplicação da base me foram feitos, e a base fortalecedora é uma base fortalecedora como outra qualquer: precisa ser aplicada com as unhas limpas, após o removedor/acetona para que a esmaltação aconteça logo após.

Uma dica que eu dou e aplico em mim é a aplicação da base ( qualquer base,  não necessariamente essa ) por baixo das unhas também. Faz uma diferença gritante em mim.

Um outro ponto negativo sobre a base, além do fato de ter amarelado sutilmente as minhas unhas, é que ainda que o custo-benefício seja excelente, pois ela custa R$ 23 reais no site, o frete é relativamente alto, dependendo da localização de quem compra. Não é culpa da empresa, que não lucra em cima disso, mas é algo que ela também não pode controlar. Muitas meninas reclamaram que o frete, às vezes, chegava a ser o mesmo valor do produto, mas a empresa possui algumas promoções com 5 bases e frete grátis, uma base gratuita com a compra de qualquer produto capilar ( que eu nunca usei e não posso falar sobre ) e também com a compra de qualquer peça de roupa de ginástica que é vendida, portanto pode ser uma opção mais interessante para quem se interessa pela base mas não tem coragem de pagar o frete.

As bases podem ser compradas no próprio site ( lojamfitness.com.br ), e nós temos um cupom de desconto “PELEDEIMPERATRIZ” que dá 10% de desconto em todo e qualquer produto lá vendido, retornando 10% desse valor na forma de uma comissão que é utilizada para a compra de produtos baratex escolhidos por vocês lá no instagram. As planilhas com os valores, as escolhas dos produtos e tudo relacionado a isso podem ser encontradas clicando aqui.

Não se esqueçam de ler os comentários deixados pelas meninas lá no insta! Vocês podem checar a seleção de posts sobre o assunto clicando aqui, e ler os comentários e as experiências deixadas sobre a base.

Lembrem-se, por fim, que um produto real possui nuances em seus resultados. Foi e é a melhor base que eu já usei na minha vida, mas não teve o mesmo resultado para algumas pessoas, e isso precisa ser avaliado. Algumas meninas continuaram preferindo a base normal com alho e cravo, outras simplesmente não tiveram resultados e outras têm suas bases prediletas. Se você já tem a base da sua vida, que dá o resultado que você espera e quer, você não precisa de uma nova. Caso não, essa pode ser uma excelente opção como foi para mim.